Doação de Órgãos: Uma Visão Espírita de Amor e Solidariedade

A doação de órgãos, segundo a visão da Federação Espírita Brasileira (FEB) e os princípios doutrinários do Espiritismo codificado por Allan Kardec, é considerada um ato de amor, caridade e solidariedade.

 

A doação de órgãos é, sem dúvida, um dos mais belos gestos de amor ao próximo. Para o Espiritismo, que tem como base o Evangelho de Jesus e os ensinamentos codificados por Allan Kardec, doar é sempre um ato de caridade — e doar órgãos, mesmo após a morte, é doar vida.

 

De acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB), não há nenhum impedimento doutrinário para a doação de órgãos. Pelo contrário: é uma ação que demonstra desprendimento, fraternidade e responsabilidade espiritual com o bem coletivo.

 

A Doutrina Espírita nos ensina que o corpo é apenas um instrumento passageiro do espírito, que é imortal. Após o desencarne, o espírito se liberta gradativamente do corpo físico, e a doação de órgãos não interfere nesse processo quando realizada com respeito, dentro da legalidade e com intenções elevadas.

 

Médiuns como Divaldo Pereira Franco já se pronunciaram diversas vezes a favor da doação. Segundo ele, doar órgãos é um gesto sublime de renúncia e amor, plenamente coerente com os princípios espíritas de caridade e solidariedade. Para Divaldo, é como se continuássemos a servir, mesmo após a partida.

 

Embora alguns espíritas se preocupem com o momento exato do desligamento do espírito e temam um possível sofrimento durante a retirada dos órgãos, a Doutrina oferece uma visão esclarecedora: o espírito é auxiliado por benfeitores espirituais nesse momento delicado, e a intenção elevada do doador favorece esse processo.

 

A prática da doação de órgãos, portanto, além de salvar vidas, representa uma forma de exercitarmos o verdadeiro amor ensinado por Jesus. Como lembra o espírito Emmanuel, por meio da psicografia de Chico Xavier: “Toda ação de amor é uma prece viva a Deus”.

 

Aos que desejam se tornar doadores, é importante comunicar claramente essa vontade à família, pois no Brasil, a autorização dos familiares ainda é essencial para a efetivação da doação.

 

Doar é um ato de fé, desprendimento e compaixão. Sob a luz do Espiritismo, a doação de órgãos é mais do que um ato médico ou legal — é um ato profundamente espiritual.

 

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Sobre a imagem:
•  Mãos: Simbolizam o ato de dar e receber, a conexão humana e a solidariedade.

•  Luz/Brilho: Representa a vida, a esperança e a dimensão espiritual que envolve a doação.

•  Elementos Sutis de Natureza/Crescimento: Podem sugerir a continuidade da vida e a interconexão entre o plano físico e espiritual.

•  Cores: Uma paleta suave e harmoniosa para transmitir serenidade, amor e inspiração.

•  Chamada: "Doação de Órgãos: O Amor Continua. Um Gesto Espírita de Vida e Esperança." É uma frase que resume a essência do texto.

 

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Fontes e referências na literatura espírita

 

1. Plantão de Respostas — Emmanuel, psicografado por Chico Xavier

No capítulo 14, "Doação de órgãos", Emmanuel afirma que a Doutrina Espírita vê com bons olhos o transplante de órgãos: é um benefício nobre ao próximo e oportunidade de desenvolvimento científico. Mesmo que o espírito ainda não tenha se desligado completamente do corpo, a Espiritualidade tem recursos para proteger o doador de sofrimentos e impressões penosas

Bíblia do Caminho

 

2. O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec)

Inicia com o ensinamento de que o corpo é apenas “um invólucro, uma veste” do espírito

No capítulo 15, item 5, é dito: “Fora da caridade não há salvação”, colocando a doação como expressão concreta da caridade cristã.

 

 

3. Joanna de Ângelis e outras obras contemporâneas

Joanna esclarece que o corpo é “empréstimo divino”, um instrumento para evolução — o doador é mero usufrutuário, apontando que o altruísmo no ato de doar faz sentido à luz dessa compreensão

 

 

4.Obreiros da Vida Eterna, psicografado por Chico Xavier pelo espírito André Luiz

citação aparece exatamente no capítulo “Desprendimento Difícil” (capítulo 18)

“A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço. Provavelmente, só poderemos libertá-lo depois de decorridas mais de doze horas.”

 

Esse trecho reflete a dificuldade enfrentada pelos mentores espirituais, especialmente Jerônimo, ao tentar libertar a personalidade de Cavalcante após o desencarne — e ressalta como a aplicação de um anestésico forte (“medicação de descanso”) dificultou esse trabalho, resultando em um estado de torpor perispiritual.

 

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